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Radicais livres e antioxidantes: sabe o que são?

 

O stress, a poluição, o tabaco, uma alimentação demasiado rica em gorduras e o próprio funcionamento do organismo em condições mais adversas dão origem à produção dos chamados radicais livres. Estas moléculas são muito nocivas à saúde provocando alterações nas células (oxidação) que acabam por acelerar o seu envelhecimento, traduzindo-se por vezes em doenças graves como alguns tipos de cancro e problemas cardiovasculares, entre outras e ainda tornar o organismo mais sensível a infecções.

 

Os antioxidantes, tal como o nome faz prever, têm a capacidade de neutralizar estes radicais livres, protegendo o organismo do seu efeito, ou seja, retardando o processo de envelhecimento das células, ajudando a prevenir o aparecimento de diversas doenças crónicas e protegendo o organismo de uma forma geral.

É por isso que os anti-oxidantes são frequentemente utilizados em produtos de coméstica e por vezes designados como o elixir da juventude!

 

 

Nutrientes que nos protegem

As vitaminas C e E e o beta-caroteno, encontrados principalmente nas frutas e vegetais, são os anti-oxidantes mais conhecidos. Também no grupo dos minerais encontramos alguns bons exemplos como é o caso do selénio, cobre, manganésio e zinco.

No entanto, existem muitas outras substâncias presentes naturalmente nos alimentos e bebidas com propriedades anti-oxidantes.

Os compostos allium presentes nas cebolas e alhos, as antocianinas das beringelas e uvas, as catequinas do vinho tinto e chá, os polifenóis do chá, café, citrinos, vinho tinto e maçã, a luteína presente nas folhas verdes como os espinafres e no milho são mais alguns exemplos de substâncias com propriedades anti-oxidantes disponíveis num enorme leque de alimentos.

 

 

Chá, café ou laranjada ou ... chocolate para variar?

 

O chá, verde ou preto, é sobejamente conhecido como fonte de antioxidantes, nomeadamente polifenóis cujo poder antioxidante é ainda maior do que as vitaminas C e E mas a verdade é que o café também é bastante rico nestas substâncias. Por seu lado, os citrinos e portanto também os sumos naturais acabados de preparar constituem uma excelente fonte de antioxidantes, neste caso a vitamina C.

Por último, o chocolate ou mais correctamente o cacau que lhe dá origem, contém uma quantidade apreciável destas substâncias, do mesmo tipo do chá. Aliás, poucos alimentos são tão ricos em antioxidantes como o chocolate negro: 40 g de chocolate contém entre 400 e 800 mg, 2 a 4 vezes mais do que um copo de vinho tinto. No caso do chocolate há contudo que ter alguma moderação devido ao igualmente superior valor calórico, principalmente se comparado com o do chá ou café que é praticamente 0 kcal, quando ingerido sem açúcar.

 

Suplementos, sim ou não?

Em condições de saúde e alimentação normais não parece haver necessidade de recorrer a suplementos já que é bastante alargado o leque de alimentos capazes de fornecer os vários antioxidantes de que falámos.

No entanto, em determinadas condições que aumentem as necessidades destes nutrientes ou em que a alimentação não seja suficientemente rica e variada pode ser conveniente recorrer a suplementos de antioxidantes. Se pensa ser esse o seu caso aconselhe-se com um médico ou nutricionista antes de decidir.

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